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domingo, 28 de abril de 2013

Desabafo que Segue



R
etomo escrevendo sobre o efeito medonho e “angustiante da angústia”, (isto é proposital) sobre mim. Ao descrevê-la me livrei parcialmente (como já foi citado anteriormente) e logo depois vivi a expectativa de um relacionamento amoroso. Nossa, foi espetacular! Percebi que a angústia era arrancada de mim pelas suas raízes mais profundas. Enganei-me, pois ao não efetivar tal relacionamento sofri ainda mais com este sentimento que se fortaleceu com a ajuda da sensação de impotência, de não importância, de desprezo, etc.!
Os sabedores das doenças causadas pelos sentimentos desordenados poderão até negar que este “sentimento que sinto” seja, de fato, a angústia. Mas eu lhes pergunto: - Quem são eles? O sentimento é meu ou deles?  Isso não é ignorância, que coisa, hein! Só acho chata essa idéia de dar nomes complicados aos bois... O sentimento é meu e eu dou o nome que quiser, mesmo sabendo que pode até ser uma espécie de estresse, de trauma, tristeza...
Ah! Já está mais do que na hora de se deixar de criar conceitos inválidos, apenas palavras, de se fazer projetos e pesquisas... sem  efetivá-los. É preciso apenas que se "façam realizações", obras, que se tomem atitudes e solucionem os desafios. Este é o problema do povo: planejar, consultar, avaliar, pesquisar, reavaliar e não realizar absolutamente nada! Por exemplo: do que adianta uma pessoa tirar cinquenta crianças da rua por certo período de tempo, enquanto milhões de pessoas não tiram sequer uma, pelo contrário, jogam mais, marginalizam mais! Vamos parar com esta história: “Estou fazendo minha parte, estamos fazendo nossa parte”. Grande coisa! Enquanto milhões nada fazem, complicam! A todo o momento os burgueses falam isto: - Só assim efetiva-se a Democracia. Os valores estão sendo invertidos... Pois os donos do poder, que são os verdadeiros responsáveis, cruzam os braços...
Tirar os meninos, os idosos, enfim as pessoas das ruas. Oferecer saúde, educação, emprego... é dever de outra hierarquia: o Governo!
E com o não cumprimento dos seus deveres quem sofre somos nós, pessoas anônimas, porém super-importantes, componentes do Estado e responsáveis pela escolha deles, os políticos, nossos representantes, que nada fazem! Talvez tenha sido este o maior pecado, chamá-los de representantes, pois só representam[1] e se esbaldam em riquezas, mordomias, poderes e depois, quando não são reeleitos vão curtir férias nas grandes metrópoles internacionais, enquanto a calamidade continua e mais, não direi aqui que toda regra tem exceção, pois o assunto tratado não permite este tipo de regalia e diariamente este comentário já se tornou praxe para defender aqueles que revidam a certas acusações e não para excluir alguém ou alguma coisa de certo contexto!


[1] Talvez o grande erro esteja em ter inserido este conceito, esta infeliz palavra, no ofício do político, este ser que comporta todos os sentimentos, exceto o senso de justiça, igualdade, compromisso...

domingo, 21 de abril de 2013

Individual V Comunidade



A
 "realidade faz o ser, mas ele aceita somente o que quiser"! É isto mesmo... É bem verdade que sociólogos e outra série de estudiosos sociais apresentaram e apresentam o indivíduo como um ser condicionado pela sociedade, moldado e obrigado a seguir as suas regras, caso queira conviver em comunidade!
Concordo em parte, visto que o indivíduo não é obrigado a viver segundo as leis da sociedade, partindo de uma postura natural e espontânea, mas, o cidadão sim! E se o indivíduo está convivendo sob regras, leis, sob deveres, correria e muito mais é porque ele quer, escolheu. Se quisesse poderia fazer o contrário, isolar-se longe de tudo e de todos! Porém, até nos lugares mais isolados existem leis e limites. E eu lhes digo: - Também se não existisse já não seria um lugar natural ou social e comum e sim algo programado ao próprio gosto, portanto artificial...
Não é isso? Comenta pra nós! 

sábado, 13 de abril de 2013

É de novo o Amor


V
oltando a questão do amor, digo para vocês que o amor só é bom, cativante, cobiçado e raro, justamente por causa da sua "miscigenação", se fosse puro seria individual, pessoal, cada um teria seu amor para si mesmo, não haveria procura, nem zelo quando se o tem...
Justamente por ele ser um pouco de tudo e de todos torna-se mágico, inexplicável, delicioso, buscado e deveria ser, assim, preservado!
O amor é um pouco de amizade, de sinceridade, de partilha, de união, de solidariedade, de compaixão, de emoção, de saudade, de paz e até de loucura, de arbítrio, de perda, de abandono[1] ...
No entanto, você pode também se perguntar: - mas ele só fala assim do amor e da angústia, porque passava por um momento angustiante e sem amor... 
Sim, mas não significa dizer que eu não escreveria as mesmas coisas sobre tais sentimentos num momento repleto de felicidades. Eu passava não apenas um momento de angústia, mas dias! Esta surgiu caladinha, nasce como uma planta venenosa dentro de cada pessoa que a cultiva e quando menos se espera ela está enramada em todo o seu corpo. Tira sua motivação para a vida, simplesmente isso; que também é meramente tudo!
Como sair das garras da angústia eu não sei. Falo apenas que me livrei dela em parte, a partir do momento em que resolvi descrevê-la. Tirei-a de mim e coloquei-a sobre a "folha"...
Todavia, só descrevê-la ou conhecê-la não adianta! É preciso ir mais além, ser forte a ponto de dominar e suas fraquezas! Sim, pois a angústia ganha forças dentro de pessoas em momentos de pura fragilidade, vulnerabilidade e fraqueza... Deve-se, portanto, enfrentá-la de igual para diferente. De igual para diferente? Não seria de igual para igual? Pergunta lógica, não? Explico: nós não somos nem um pouco iguais a mesquinha, depressiva, covarde e aproveitadora angústia e além de não sermos iguais temos que ter consciência de nossa superioridade diante deste ou de qualquer outro sentimento! Visto que, a luta contra eles deve partir da conscientização, da nossa força de vontade para vencê-los (este é o mesmo caso de quem usa drogas, precisa de ajuda, claro, mas deve primeiro buscar a ajuda, ou seja, conscientizar-se do mal que está vivendo). Como? Voltando a confiar em si mesmo, entendendo sua importância perante o próximo, seu valor, sua capacidade racional, emocional, instintiva e muito mais...
Falando assim parece que se está numa guerra ou lutando ferozmente! É isto mesmo, é preciso que se encare desta forma! Não podemos deixar espaço nem no nosso corpo nem na nossa mente para as coisas ruins...
O que nos leva as más condições de vida internamente refletindo no nosso cotidiano são pensamentos negativos, influências de pessoas não saudáveis e toda a realidade competitiva, covarde, desonesta, injusta...; que nos cerca e nos predestina a viver nossa realidade singular, totalmente ligada a uma realidade coletiva, universal.


[1] Ele é algo que transcende, logo deve ser encarado como algo incompreensível, porém, deve ser querido e desejado como se fosse a coisa mais concreta que exista!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Por que escrevo?



H
á de se indagar: - Que idiota escreve coisas como essas? Mas digo: - Aqui não está apenas o querer criar uma postagem, gastar tempo ! Aqui está a necessidade de "escrever", registrar. Perpetuar um pensamento num momento quase iluminado para mim. Não tanto, pois parece que a angústia, neste momento, era uma sementinha em mim, e, ao descrevê-la consegui tira-la de mim (em parte) para essas simples linhas digitadas!
Mas fica aqui mais um questionamento!

 JaloNunes