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sábado, 13 de abril de 2013

É de novo o Amor


V
oltando a questão do amor, digo para vocês que o amor só é bom, cativante, cobiçado e raro, justamente por causa da sua "miscigenação", se fosse puro seria individual, pessoal, cada um teria seu amor para si mesmo, não haveria procura, nem zelo quando se o tem...
Justamente por ele ser um pouco de tudo e de todos torna-se mágico, inexplicável, delicioso, buscado e deveria ser, assim, preservado!
O amor é um pouco de amizade, de sinceridade, de partilha, de união, de solidariedade, de compaixão, de emoção, de saudade, de paz e até de loucura, de arbítrio, de perda, de abandono[1] ...
No entanto, você pode também se perguntar: - mas ele só fala assim do amor e da angústia, porque passava por um momento angustiante e sem amor... 
Sim, mas não significa dizer que eu não escreveria as mesmas coisas sobre tais sentimentos num momento repleto de felicidades. Eu passava não apenas um momento de angústia, mas dias! Esta surgiu caladinha, nasce como uma planta venenosa dentro de cada pessoa que a cultiva e quando menos se espera ela está enramada em todo o seu corpo. Tira sua motivação para a vida, simplesmente isso; que também é meramente tudo!
Como sair das garras da angústia eu não sei. Falo apenas que me livrei dela em parte, a partir do momento em que resolvi descrevê-la. Tirei-a de mim e coloquei-a sobre a "folha"...
Todavia, só descrevê-la ou conhecê-la não adianta! É preciso ir mais além, ser forte a ponto de dominar e suas fraquezas! Sim, pois a angústia ganha forças dentro de pessoas em momentos de pura fragilidade, vulnerabilidade e fraqueza... Deve-se, portanto, enfrentá-la de igual para diferente. De igual para diferente? Não seria de igual para igual? Pergunta lógica, não? Explico: nós não somos nem um pouco iguais a mesquinha, depressiva, covarde e aproveitadora angústia e além de não sermos iguais temos que ter consciência de nossa superioridade diante deste ou de qualquer outro sentimento! Visto que, a luta contra eles deve partir da conscientização, da nossa força de vontade para vencê-los (este é o mesmo caso de quem usa drogas, precisa de ajuda, claro, mas deve primeiro buscar a ajuda, ou seja, conscientizar-se do mal que está vivendo). Como? Voltando a confiar em si mesmo, entendendo sua importância perante o próximo, seu valor, sua capacidade racional, emocional, instintiva e muito mais...
Falando assim parece que se está numa guerra ou lutando ferozmente! É isto mesmo, é preciso que se encare desta forma! Não podemos deixar espaço nem no nosso corpo nem na nossa mente para as coisas ruins...
O que nos leva as más condições de vida internamente refletindo no nosso cotidiano são pensamentos negativos, influências de pessoas não saudáveis e toda a realidade competitiva, covarde, desonesta, injusta...; que nos cerca e nos predestina a viver nossa realidade singular, totalmente ligada a uma realidade coletiva, universal.


[1] Ele é algo que transcende, logo deve ser encarado como algo incompreensível, porém, deve ser querido e desejado como se fosse a coisa mais concreta que exista!

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