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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Incorporei...



I
njusta é a realidade que foi traçada ao logo dos tempos, por alguns seres humanos, para subjugar a outros tantos, "confirmando" também a teoria da Seleção Natural, com predomínio do mais forte, proposta por Charles Darwin[1].
Imagine como será viver a mercê, a depender e a esperar pela boa vontade dos que têm poder, poder este concedido pelos mais fracos, seja ele pouco menor ou absoluto (se existir), isso porque sozinhos muitos indivíduos não conseguem fontes para sobreviver com dignidade, visto que a má distribuição de renda, talvez causa principal desde o princípio da hierarquia rico versus pobre, ainda atua plenamente e aponta para ser cada vez mais concentrada nas mãos dos que já têm de sobra (falo da farta distribuição de riqueza para os que não se interessam com os necessitados), se se interessam, a ajuda é minúscula diante da necessidade, ou às vezes, estão apenas buscando o status de bom sujeito perante a sociedade, sendo assim ação “marqueteira”.
De fato, a sociedade aprendeu a não esperar apenas pelos políticos, já percebeu que o político é, antes de tudo, um interesseiro, que primeiro sacia-se e prestigia seu ciclo de poderosos, depois faz algo aqui, algo ali, para burlar e usa um marketing poderosíssimo para convencer uma grande massa. Porém, em minha opinião a sociedade não transforma absolutamente nada, no máximo estimula os representantes sensíveis a realizarem os anseios da classe populacional!
É por isso que projeto “A”, projeto “B”... com meninos de rua, mulheres do campo, viciados em drogas e muitos outros não vingam... Aliás, podem até vingar (mas não soluciona) se protegidos por um apoio e uma imagem política que o mantém para usufruir de votos. De que adianta suponhamos, um projeto de meninos de rua com aproximadamente cinquenta, resgatar um ou dois das ruas e vê-los crescer pessoal e profissionalmente, enquanto quarenta e oito ficam a praticar delinquências! De forma universal, a pobreza, a "maloqueiragem" dos meninos das ruas só será solucionada se forem feitas ações na raiz do problema: modificar o local onde vivem os indivíduos, dar as suas famílias condições de moradia, alimentação, saúde, emprego, enfim coisas que são pedidas e esperadas há séculos e que até hoje não ocorreram; será que um dia ocorrerão?
Engraçado é que nos projetos, seja ele qual for ou de quem trate, só quem se emancipa e usufrui de uma vida melhor é o presidente, ou o líder, coordenador ou seja qual for o nome que receba o “enfrentante”, como se diz. Eu posso até mudar de ideia sobre esta questão se me for apresentada, por exemplo, uma família que vivia realmente na lama, com os filhos se entorpecendo e furtando nas ruas e os pais desempregados, mas que, depois da “ajuda” de um projeto “X” modificou-se, todos têm emprego e vivem do trabalho para o lazer e a convivência familiar! Aí poderão me confrontar, me contradizer, alegando que esta família é impossível vinda da situação que se encontrava e que eu estou sonhando, idealizando... Defendo-me dizendo que vocês (...) sonham e idealizam muito mais que eu, pois proclamam a todo instante mudanças como estas... e mais, não se encarregam apenas com casos isolados, mas com comunidades inteiras, grupos de meninos de ruas e outras situações. Pois nem casos isolados e nem grupos inteiros são melhorados (no sentido de tornar a vida melhor) por projetos ou pela sociedade, há apenas rearranjos passageiros alimentados por uma politicagem infernal.

JaloNunes.


[1] "Fez uma revolução na Biologia (na Ciência, de um modo geral), através da Teoria da Evolução. O naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882). Esta teoria foi um duro golpe, no final do século XIX, na concepção Ocidental-Cristã do homem. A espécie humana passou a ser concebida como uma dentre as espécies animais, sujeitas aos mesmos processos de evolução e resultado desta".

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