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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Palavras ao Vento...



A
o se lê o que escrevi antes, tenho certeza que ficou a ideia que sou mesquinho, anti-solidário, negativista... Pelo contrário, sou mais um marginalizado, crente que não o seja porque sou alienado e o Estado alienante me diz a todo instante que eu sou livre: para me trocar, me vender, para que eu consuma exageradamente, para me enquadrar sempre nas manipulações dos poderosos! Como gostaria que tivesse recursos para ajudar a quem precisa, ajudar não verbalmente, mas com ações!
Quando escrevo coisas como as anteriores, não estou condenando projetos “grandes” que, de certa forma, dão certo, mesmo reconhecendo a atividade marqueteira e politiqueira que há por trás e favorece, com exclusividade, os já poderosos (uma vez que conseguem abater impostos, ao passo que a população é quem é onerada dia a dia), logo, eu estou sim condenando projetos "grandes"! Vejam como o ser humano é inconstante, acabei de abrir exceções cruciais, drásticas e injustas! Por quê? Porque o homem sente-se ameaçado quando vai de encontro ao poder... As coisas boas para o povão não andam porque o poder as desanda!
Refiro-me, portanto, em especial, aos projetos fictícios que mais falam do que agem, que discursam bonito e que servem de cenário político, refiro-me também as balelas que são faladas dia a dia, que parecem mais orações matinais feitas por obrigação. Na verdade são apenas palavras! Como se a linguagem fosse, além de instrumento de comunicação, identidade e auto-afirmação, uma forma de mudança eficaz e efetivada logo após a sua difusão... Apenas isto não basta!
Realmente é bonito, muito bonito, ver ou ouvir pessoas ou grupos das tais discursando, defendendo as minorias para os quatro ventos, mas infelizmente, apenas isso não cessará as misérias incrustadas na humanidade, ou melhor, isso nem ao menos pode ser caracterizado de pré-ação, pode até ser pré-intenção em ajudar, entretanto, é mais vontade de aparecer, de vender a própria imagem, emancipar-se à custa das necessidades dos miseráveis!

JaloNunes.

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