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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

As Minhas Mãos...!






N
uma proposta de um professor[1] de Introdução à Psicologia, escrevi um pouco sobre as minhas próprias mãos.
Vejamos o resultado:
São partes essenciais de meu corpo. Com elas sou capaz de fazer coisas incríveis, inclusive pôr em prática a escrita, esta capacidade somente humana. Porém, quem não possui as mãos, ou uma delas, por causa de complicações genéticas, patologias ou acidentes adversos, certamente tem um outro sentido mais aguçado, para compensar a eventual deficiência!
Minhas Mãos são membros multifuncionais, de utilidades diversas e "infinitas", além de práticas, e que podem se adequar a quase todas as situações ou necessidades.
Elas podem fazer atividades que agradem a “Gregos e Troianos”, isto é, podem exercer ações que tragam benefícios para a sociedade e deste jeito eu me promova, assim como podem executar atividades que distorçam e desrespeitem as convenções sociais e, deste modo, eu seja punido!
Minhas Mãos “trafegam” nos dois extremos da realidade, quer dizer, elas trilham pelas dimensões do bem e do mal, do certo e do errado, do convencional e do instintivo, enfim elas são capazes de tornar-me mais próximo do meio que me cerca e de mim exige tanto...
Essas Mãos podem ceifar a liberdade de um animal irracional, mais precisamente de um pássaro, capturando-o através de instrumentos e colocando-o numa verdadeira prisão, mas também, noutra perspectiva, num gesto de pura justiça e autocorreção, podem libertar este pássaro e, eu - ser racional - contentar-me, levando as mãos ao peito e o contemplar, ao ouvi-lo cantar no primeiro galho que pousar, expressando sua alegria em reconquistar o que lhe é de direito!
Mas, as minhas mãos, apesar de ativas e práticas, são subordinadas a uma outra parte do meu ser, que não executa, diretamente, atividades materiais, ou seja, palpáveis, mas necessariamente, atua como um “Softwarede comando: minha mente, minha razão, aquilo que rege meu eu e me alerta para buscar sempre a moderação e a perfeição.
JaloNunes.

[1] Doutorado em Psicologia: Mário Alberto Miranda Costa, um senhor fantástico, que possui um baú de conhecimentos na cabeça e uma rabugice tremenda...

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