Pesquise Aqui

sábado, 4 de janeiro de 2014

Que é a Religião?



Q
ue é a Religião para este pobre que desabafa?
É algo único, ao mesmo tempo em que diversa, pois tenho certeza que ela é aquilo que mais se incute dentro de cada ser humano, já que é a humanidade a única condição para comportar tal privilégio...
Penso, então, que mudar de Religião implica descrença no Deus que outrora “adorava”. Penso ainda que, a partir do momento que se muda de uma religião qualquer para outra, significa fraqueza de espírito, alma manchada, conquistada de forma a modificar o que se pensava sobre o Senhor que representava a religião que ora “abandonou”.
Porque se os “pastores” (pastor, padre etc.) de sua religião não lhes satisfazem mais nas “pregações”, isso não implica abandonar essa Religião, pois a questão mais importante é a atividade religiosa com o respectivo Deus, não a atuação do “representante na terra”. Pois, Deus Vivo é aquele que está presente dentro de cada um de nós e, a Religião pode até desmoronar, assim como os que dela vivem ou a ela servem, mas o Deus continuará para sempre dentro daqueles que o querem e que dele necessitam, que o preservam e que a ele são fieis, não atendendo aos “chamados” dos hipócritas que querem “resgatá-lo” para outra Religião, supostamente melhor. Pois, “pastor” bom é aquele que insiste até o fim para que um fiel continue na sua "religião primeira", isto é, naquela que ele fora inserido desde menino ou menina, não aquele que o instiga a transferir-se de uma religião para outra, já que ela não deve ser negócio e muito menos seu Deus. A questão da quantidade é simplesmente irrelevante, Deus quer qualidade, ou seja, homens, mulheres, crianças e idosos que o amem incondicionalmente, a exemplo Dele. Religião, portanto, é cultura, é costume, sua família lhe insere, desde criança, numa ou noutra (via de regra)...
Certas vezes são travados duros debates entre católicos e protestantes, por exemplo. Os católicos têm como recurso o fato de ser o catolicismo a religião oficial, aquela que fora “fundada” por Jesus, aquela primeira, matriz e única. Os protestantes se baseiam e se defendem sempre amparados pela Bíblia, pois persistem que somente ela deve guiar a vivência de todos. E que eles têm autonomia já que a leem a hora que querem e a interpretam independentemente da ação do pastor ou, no caso católico, do padre. Mas, para esses últimos algumas coisas não são lógicas, haja vista que a Bíblia foi escrita a milhares de anos e, tirando sua essência religiosa, aquilo que toca a cada um individualmente e todo o valor simbólico que detém, é um texto antigo. Sem querer ser pecador penso que não é certo segui-la ao pé da letra, uma vez que a atualidade é tão monstruosa que usá-la no dia a dia poderia até ser sinônimo de ingenuidade e loucura.
Nos debates os protestantes enchem-se de orgulho, estufam o peito e dizem que leem a Bíblia, que a conhecem e a praticam, além de frequentarem semanalmente os cultos. Porém, não abrem a mão para doar um centavo a ninguém e exigem o ressarcimento de um alfinete em caso de troco!
Quando se fala que é católico logo perguntam se se é praticante e, ao menor sinal de não o ser, mais uma vez a ironia predomina e o orgulho presunçoso se espalha... Que significa estar todos os dias nos cultos ou nas missas se o coração é de pedra e o poço de bondade e solidariedade é seco, dentro do peito? Porém, quem afirma que ser católico e não ser praticante é sinal de negatividade, não conhece o significado da palavra práxis e sua respectiva atitude na realidade!
Sou contra o protestantismo? Contra o protestantismo medíocre, mesquinho e avarento. Contra o protestantismo invejoso e interesseiro. Contra o protestantismo louco e fruto da loucura de um homem pecador.  O motivo que levou seu fundador principal a se rebelar contra o catolicismo contaminou, do mesmo mesmo jeito, o mesmo povo que era fanático e obediente a Igreja Católica, tornando-se fanático pela pessoa desafiadora de Martin Lutero, daí a continuação da mesma atitude de servidão perante uma Igreja, sendo a recém fundada mais capitalista que o próprio mercado e menos solidária que uma galinha choca perante a um filhote alheio. Já dizia Karl Marx, que a religião é o ópio do povo; então por que não abdicar da Religião, que é massificadora e libertar seu espírito, amando a um Deus, independente de estar sentado num banco de uma igreja; e não ofender ao semelhante?
Sou contra o catolicismo demagógico e dogmático? Sei não contra quem sou ou estou? Se sou, que seja!
A Igreja Católica errou e continua a errar. Mas, com o passar dos tempos abandonou as indulgências, supostamente causa primeira da reversão de Lutero e pseudo-motivo para a sua rebeldia. Sim porque sua rebeldia tinha que ter um motivo, mesmo que esse fosse unicamente para saciar a sua loucura, para justificar a sua incerteza, para supostamente fincar seus pés outra vez no chão e sua vida ganhar um sentido, mesmo que ele fosse cunhado na desgraça de tantos inocentes e na busca da quebra d'algum objetivo de Jesus. Na atualidade, entretanto, quem pede indulgências, da forma mais superficial e crua é o protestantismo! Que protestantismo é esse? É aquele que nasceu das entranhas mais escuras. Da vontade de ceifar a verdade da Igreja Católica, da vontade de pôr uma pedra no caminho da atuação duma Religião.
Em se tratando de batismo sempre vem na testa do protestante a verdade neste requisito. Dizem eles, sempre embasados na Bíblia que Jesus foi batizado no Rio e que teve todo o corpo mergulhado para receber o Espírito Santo. Ignoram e desconsideram o Batismo da Religião Católica, dizem até que o padre é economista e gosta de racionar água, pois joga apenas uma pequena quantidade na cabeça do bebê. Aliás, ser batizado enquanto bebê também é visto de forma errônea pelos protestantes, ora se não o fosse assim, como seria? Batizar-se adultos? Neste caso já não mais existia a necessidade, pois a alma já estaria muito modificada para receber o Espírito. E quanto ao batismo deles é meia verdade também. Já que se tivesse que cumprir e seguir a Bíblia a risca como eles verbalizam, o batismo deles também está errado, não passa de mera simbologia como o católico, já que eles não conseguem levar o Rio (local exato onde Jesus se Batizou) até suas Igrejas (antes bares e casas noturnas, oficinas, mercados etc.), assim como os católicas não o fazem. Mesmo que fosse o caso, a Bíblia mesmo assim, não seria cumprida e seguida, pois as águas em que Jesus se banhou não mais estão no mesmo lugar, já dizia Heráclito de Éfeso, não nos banhamos duas vezes no mesmo rio, pois o suas águas não são as mesmas, nem nós. 

JaloNunes.

2 comentários:

  1. Em suma, algumas pessoas, já nascem com a necessidade de acreditar em algo maior do que elas. Já dizia Marx, que a religião é ópio do povo, uma vez que esta, consegue desnortear a atenção do individuo (quase sempre fanático), pelos acontecimentos sociais, acreditando que Deus, tudo pode resolver.

    Abraços,
    Dan
    http://gagopoetico.blogspot.com.br/

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Você tem razão: é mesmo assim; e desde o momento que passamos nosso poder para "representantes", sejam de qualquer espécie, abrimos mão de certa liberdade e nos escravizamos!
      Grande abraço; obrigado mais uma vez!

      Eliminar