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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Que é um Cleptomaníaco?



Q
ue é um cleptomaníaco? É nada! Não existem cleptomaníacos! Existem pessoas com falta de caráter e/ou caráter anormais, aos olhos de uma sociedade... Na verdade, a expressão de denominar um sujeito de cleptomaníaco surgiu, nada mais nada menos, que de estratégias modernas, que podemos denominar de saídas inteligentes para aprimorar e estimular o crescimento capitalista. Entenda-se que, representa simplesmente mais um campo de atuação para os profissionais das causas relacionadas à psique, é, portanto, mais uma ferramenta para mostrar as pessoas que existem causas que provocam danos na mente e que refletem socialmente (causas essas: naturais, funcionais, biológicas) nada causado pela miserabilidade que o capitalismo impõe àqueles que não detém poder aquisitivo relevante!
Como entender essa relação de denominar uma desassossegação social como uma patologia “natural”? É que assim justificam-se as fraquezas humanas...
Outro fator que merece ser tratado é a questão de entender essa nova área de atuação profissional como favorecedora de acumulação e expansão capitalista. É que, criando-se uma nova patologia na vida individual de cada um, abrem-se as portas para a profissionalização e as instituições faturam; há a abertura de novos postos de trabalho e rola muito dinheiro quando na justificação de um rico ser cleptomaníaco, em vez de ladrão, dentre tantas outras atribuições que poderemos ainda desconhecer!
Que nome dá-se a um cidadão que pega 10 galinhas paulatinamente, para saciar a fome natural e alimentar a fome de consumo? Estranho, para esse tipo dá-se o nome de ladrão! Já para um alguém que detém de um tudo e pega objetos alheios, é cleptomaníaco! Que nada, é safado, é sem caráter! Jamais tomou umas boas palmadas ou foi colocado no seu devido lugar, quando criança... É fruto de uma educação libertária, desrespeitosa, onde desde menino ou menina, tinha superioridade sobre os próprios pais, estes últimos iludidos pela educação do carinho, do diálogo e da satisfação! Em certos momentos, principalmente na infância, a criança precisa saber que deverá cumprir inúmeras regras sociais, de maneira a, muitas vezes, ter que abdicar de sua liberdade ou do seu direito, caso queira tornar-se um cidadão marcado e incorporado socialmente, como "todos devem ser". Essa expressão devem ser não entendo que seja boa... É péssima! Mas o que se fazer, se as coisas funcionam assim, são as regras do jogo social, na qual nos tornamos cidadãos, antes mesmo de humanos!
Irão me dizer então que, os cleptomaníacos não conseguem se controlar diante do objeto de fascínio e desejo. Agem sem consciência. De verdade, pois a ocorrência de agirem inconscientemente e descontrolado, deve-se ao fato de, quando crianças, não terem sido educados por uma educação para o limite e a recusa à coisa alheia. E deste modo, continuam a ser assim por inércia e por vontade própria, já que todos nós temos a capacidade de mudar e rever nossas atitudes. Também, e principalmente, por saberem que serão justificados por profissionais da área da psique, que dirão tratar-se de cleptomaníacos - jamais ladrões como qualquer outro pobre - que apodrece nas cadeias por causa de uma caixa de fósforos roubada.
Particularmente falando, nunca ouvi casos nos meus limites reais e práticos, nem mesmo através de rádios, televisões, jornais e internet, de cleptomaníacos paupérrimos, como é classificada a maioria dos ladrões. Melhor! Sabemos então, que assim como tantas outras, a cleptomania é uma doença certeira, seletiva, ocasional também e, que só atinge ricos da classe média (às vezes), média alta ou altíssima. Muito bom mesmo! É uma "doença" a menos para atormentar a vida de tantos pobres e miseráveis. Que continue assim, atingindo quem não tem o que roubar e deve, então, praticar a Cleptomania, chega a soar bem, chique e moderno, pena que o humano pobre continua sendo hostilizado constantemente. 
JaloNunes.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Manifestações Folclóricas


C
erta vez, pensando na magia e na importância das manifestações folclóricas, eis que veio em mente o seguinte raciocínio: somos criaturas capazes de criar e recriar coisas para preencher e satisfazer nossos anseios, nossas necessidades cotidianas, para tornar nossas vidas mais felizes, belas e fáceis! Belas quando se trata de criações tradicionais que mostram verdadeiramente até onde vai nosso pensamento... Criações, que dentre as várias do homem, talvez seja a mais perfeita, a mais exuberante: as criações folclóricas!
Os nossos antepassados, a medida dos tempos, para nós formularam e assim nos deixaram verdadeiras minas, cujo valor não se avalia matematicamente: as manifestações folclóricas. Que nos fazem reviver; voltar ao passado; modificar o presente, já que o folclore acompanha lado a lado as gerações e, dependo de vários aspectos podem mudá-la ou não!
Escrevo, apenas para dizer-lhes que pensem como é bom viver em meio a essas divinas artes, deixá-las fazerem parte de si mesmos. Viver o folclore, resgatá-lo, engrandecê-lo e estimular as pessoas a lhe darem mais valor, pois é uma riqueza tanto quanto natural, porém que carrega, na maioria das vezes, representações de lutas, de sofrimentos, entretanto, o mais importante é que carrega alegria e dá felicidade.
Pense também nos lugares que não têm riquezas tão belas como as nossas, uma vez que o terrorismo assola, não permitindo o engrandecimento cultural em meio ao povo que não consegue oferecer praticamente nada de bom e exclusivo aos seus sucessores.
Dê mais valor ainda quando lembrar o tempo que cada personagem folclórico levou para ser incorporado pelo povo e quantas transformações sofreram, o quanto influenciam em cada região específica, pois cada região adquire os personagens folclóricos da forma que lhe cabe, segundo condições sociais e religiosas, por exemplo, além das influências sócio-históricas, políticas etc.!
Não seríamos os mesmos sem o folclore, sem nossa cultura que tanto nos engrandece, estaríamos vivendo apenas para cumprir o tempo que nos foi dado, buscaríamos um horizonte sem termos bases tradicionais de maneira que a qualquer momento poderíamos desmoronar...
Estimule a prática do folclore cada vez mais para que ele não morra e assim viva permanentemente, por ser um bem interessante e cativante, além de proporcionador de momentos bons! O futuro ainda está vazio esperando algo que lhe preencha, só depende de nós que ele seja preenchido por uma das riquezas mais sadias: o Folclore!
JaloNunes.