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domingo, 2 de março de 2014

A Omissão



O
ntem, em 2009, eu me vi envolvido por uma situação difícil de absorver sem que se reflita bastante!
A omissão soou para mim como uma das piores ações que um ser humano pode vir a praticar. Chega a ser angustiante se defrontar ou estar envolvido com um cidadão que se usa da omissão para sair ileso de alguma situação que ele mesmo criou ou foi parte importante...
Vejamos como ocorreu: nos chamados rachas (jogos de futebol ou futsal efetivados sem muito rigor competitivo, algo mais relacionado à diversão – “dar umas carreirinhas”) é comum que alguns jogadores fiquem no banco enquanto outros dois times estão realizando partidas. Num determinado momento seu time perde e você encaminha-se para o banco de reservas, onde deve esperar sua vez para jogar novamente, mas eis que o time que adentraria estava incompleto, precisando de pelo menos dois jogadores. Um deles olha para você e diz: - fica. Quer dizer a partir daquele momento você jogaria defendendo este time que já entrava em quadra. Enquanto isso outro membro do mesmo time chama mais alguém que estava para ir ao banco. Outro, por sua vez chama mais um e, então, o time já se encontrava com um jogador a mais. E eu percebi isso ao ver esse terceiro jogador que adentrava as linhas da quadra e então verbalizei que já estava completa tal equipe; mas ele foi desafiador e sugeriu que eu fosse dormir; eu me direcionei para o cidadão que me propôs a permanência em quadra e indaguei: - fulano, você não pediu que eu ficasse? Ele olhou fixamente e com pouco encorajamento para o sujeito que entrava e depois olhou para mim; e eu, com o olhar, requisitei um sim decisivo dele, mas ele foi incapaz de fazer tal ação! Omitiu-se como um irracional... Eu me senti decepcionado com tamanha insensatez e falta de perspicácia decisiva presente naquele sujeito e me retirei daquelas linhas retangulares. Julguei não mais supri-lo, quando ele precisar. 
JaloNunes.

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