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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Uma Professora de fibra!



A
penas no dia 18 de agosto de 2010, já estando há tanto tempo no convívio da Professora, eu decidi escrever umas poucas linhas sobre ela. Parece que nós – seres humanos – temos esta infeliz mania de só refletir sobre a personalidade, a importância e a especificidade de cada pessoa, dessas que estão perto de nós, quando para longe elas partem. Digo isso porque foi exatamente assim que ocorreu: a Professora, tão distinta, singular e cativante deixou-nos, os alunos do curso de Serviço Social d'uma Universidade Federal; e isto somente por quê? Ela não era comum aos demais docentes, ela fugia à regra e encontrava-se um pouco além das dimensões “visitadas” pela maioria das professoras e dos professores da Universidade referida.
           É... Nós já aprendemos que é difícil sobreviver numa sociedade conservadora, mesmo que teoricamente enfatize-se o inverso deste conservadorismo, porque, para mim, o marxismo já não é revolucionário, uma vez que – é uma teoria no mundo há tanto tempo e no Brasil há mais de 30 anos, e ainda não conseguiu fazer a devida revolução a que se propõe, mas ao inverso, o mundo do trabalho continua sofrendo as metamorfoses do capital e sua crescente acumulação, tornando, inclusive, o Estado seu grande propulsor. Vista essa pretensão por esse ângulo nós podemos categorizar, aqui de forma bem superficial e sem o menor cuidado em fazer pesquisas e apresentar sistematizações orientadas cientificamente, porque, desde tempos eu venho dizendo que a ciência não deve ser baliza para todo e qualquer fundamento, sobre qualquer coisa; sendo assim, o marxismo já pode e deve ser considerado um conservadorismo firme e bem edificado, uma vez que, mesmo que teoricamente queira fazer o inverso, não consegue e por isso, quem faz marxismo ferrenho, como professores que conhecemos, avessos à Professora, estão sendo conservadoristas, pois não abrem a mente para teorias mais possíveis de realização. Sem querer me alongar, porque neste momento que escrevo posso estar sendo demasiado ridículo, mas tenho prazer em registrar esse pensamento...
Mas, se um dia ler esse pequeno trecho, a Professora se emocionará, pois terá apenas a confirmação de que deixou sua marca em nós – alunos de Serviço Social, e que essa marca foi acadêmica e afetiva, porque a Professora foi - em nós - como um bom perfume: um perfume de essência agradável, que uma vez usado, fica em nós para sempre, porque mesmo que não voltemos a usá-lo, poderemos reconhecê-lo, através de sua essência, em qualquer outra pessoa, que esteja usando-o. Assim foi a Professora, rememorada nos intelectuais, nos altruístas, nos sábios etc. 
JaloNunes.

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