Pesquise Aqui

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Eleições 2014: Collor V Tiririca

H
á 4 anos, quando parte dos alagoanos elegeram o ex presidente Fernando Collor a Senador por Alagoas, surgiu um comentário preconceituoso e infame, o mesmo dizia que "errar é humano, mas permanecer no erro é alagoano", ou "errar é humano, mas ser burro é alagoano" ... Mas então, também naquela ocasião, São Paulo elegeu Tiririca a Deputado Federal, mas não foi por erro permanente ou burrice (imagina se seria!), foi por "protesto"! Porque só em São Paulo se faz protesto, no Nordeste se faz bagunça...
Aí agora eu espero, espero muito! Para ver os resultados das urnas, nas Eleições 2014: se continuamos burros e se São Paulo continua protestando!
E então vamos ver quem anima mais! 
JaloNunes.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Eleições 2014: Futura Presidenta...



D
iz-se que em fila de banco se conversa sobre tudo! Mas no momento a política é, sem dúvida, um dos temas mais discutidos.
Recentemente eu presenciei uma conversa em que dois ou três senhores compartilhavam certos "axiomas"; um deles dizia: - esse ano muita gente vai votar errado...! O outro respondeu: - É mesmo. Mas não disseram como seria votar certo... O outro, meio cabisbaixo afirmou, então: - tem uma tal de Marina aí, que diz que foi “siringuêra”, tem parte com índio... sei não, mas se ela ganhar “os índio toma” de vez Palmeira! Ele se referia a nossa cidade: Palmeira dos Índios (125 Anos de Emancipada), que só tem para os índios o nome, por enquanto!
JaloNunes.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Distorção de Valores: exemplo 2

S

e te perguntassem: - qual o seu número? O que você responderia? E se esta pergunta fosse feita há algumas décadas atrás, será que ela teria uma resposta semelhante, ou uma resposta extremamente diferente?
Mas não se preocupe, eu responderei (por você) o que você responderia, ao citar um exemplo, testemunhado numa manhã, numa casa lotérica.
Pois bem, enquanto aguardávamos ser chamados pelo painel eletrônico, entre uma conversa e outra, se quer saber qual o número da senha que cada um porta, e quantos ainda faltam até que você (seu amigo, sua amiga) seja atendido.
Por esta situação, duas mulheres conversavam sobre a vida alheia, sobre os vizinhos, sobre os desterrados... Uma delas perguntou: - qual é o teu número, mulher? Ela respondeu: - é 9635... - Não mulher...! (interceptou a outra) estou perguntando qual é o número da tua senha! (risos de ambas as partes); (risos meus)...
 JaloNunes.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O Caso do Goleiro "Aranha"



N
osso País é o País das inversões (de papeis, de valores, de prioridades, do “diabo a quatro”).
Imagine só que uma torcedora (Patrícia) foi ao Estádio de Futebol; imagine também o que se diz em um Estádio de Futebol (quando se está na condição de torcedor(a)) contra o árbitro, contra um jogador perna de pau, contra um quero-quero que sobrevoa a cabeça de idiotas, em todos os lugares do estádio... Pois bem, a podre torcedora verbalizou profecias proibidas e por isso “deve” ser condenada a beber cicuta, tão breve, a menos que outro episódio se mostre mais interessante, tão logo! A mesma está, desde então, sob alerta constante, sob a mira de uma (parcela) sociedade demagógica e mentirosa! O goleiro do Santos FC foi chamado de macaco (e o mesmo, de codinome “aranha”, não gostou)... Pediu punição, a mídia fitou os olhos na moça branca (RS) e ela, até o momento vem sofrendo e a amargando um sermão e uma atitude de parcela da sociedade, que é preconceituosa desde a raiz até as nuvens! Ora, não somos nós mesmos que costumamos abandonar a desmerecer a Lei da Criação Cristã, que diz que fomos feitos a partir do barro, pelo Criador? E somos nós também que acreditamos na Ciência, quando ela diz que viemos do Macaco? E que por isso, entre outros, somos todos iguais! Só não me digam que não é a mesma coisa: isso ou aquilo!
Ainda em transe, de um mundo irreal para o mais real dos mundos (porque o mundo real é esse: brasileiros que, em vez de trabalharem e cuidarem de suas vidas saem às ruas, em defesa de outro que não tem nada a ver eles, mas que está tendo o nome e a “indignação” mostrados na mídia, todo dia, toda hora, por isso a moça teve o emprego arrancado, a casa dos pais e seu abrigo lhes foi (e é) negado, pois se lá for, será apedrejada; se andar nas ruas, será espancada, se sorrir terá os dentes quebrados, porque um bando de desocupados confecciona dia a dia cartazes e vai as ruas protestar-lhe; xingar-lhe e multiplicar as ofensas; pede que ele chame a eles de macacos e outros codinomes (“que é para ela ver o que é bom pra tosse...”); por fim, sua casa foi saqueada e incendiada! A mídia, que só quer ver o circo pegar fogo, atiça e assopra com gosto! Ora... Ora, trata-se de mais um bando de delinquentes e demagogos, pois eles se exaltam com um episódio ínfimo e medíocre como esse o é, supervalorizado pela mídia, mas não se sensibilizam com a miséria e a falta de dignidade (com as quais – dentre tantos outros problemas - milhões de pessoas convivem dia a dia). Porque “os manifestantes” se dizem pros, mas estão reproduzindo um comportamento de contras. Por que eles (a sociedade como um todo) não se exaltam, não se revoltam, ao ver outros humanos mendigando nas ruas, desde crianças até adultos, dormindo no chão e comendo restos encontrados no lixo?
Por fim eu pergunto: o que estão fazendo com a moça também não é um crime? O que estão fazendo as autoridades e a justiça brasileira para minimizar esta situação?
Será que é assim que combateremos o preconceito e o racismo em nosso País: reproduzindo violência física e simbólica?
JaloNunes.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Distorção de Valores: exemplo 1



U
m renomado Programa de televisão, da TV brasileira, exibe uma série de reportagens (um quadro) chamado de “Vai fazer o que”? no qual “avalia” a insatisfação, ou não, das pessoas, diante d’alguma situação de “maus tratos a animais”; mas veja-se que maus tratos são esses: um cão (ou uma cadela) amarrado a um poste de luz (ou algo parecido), na orla de uma praia, num calçadão; um suposto dono ou dona (raivoso) a lhe jurar que o deixaria ali mesmo, porque ele só lhe dava prejuízos, só lhe fazia raiva, porque ele latia muito, rasgava os estofados e as almofadas, blá blá blá.... 
Algumas pessoas passavam e não davam atenção, afinal tinham compromissos mais importantes, outros observavam melhor, se aproximavam, tomavam parte da situação e do conflito, ali forjado. Quando alguém intensificava a defesa ao pobre animal o(s) repórter(es) saíam e explicavam se tratar de uma “brincadeira”, bem como parabenizavam o(a) “defensor(a)”...
Ora, só podia ser uma brincadeira! O que mais poderia ser? Pois, no nosso país, especialmente, há tantas barbaridades (sendo cometidas em cada esquina e a cada segundo) que, se importar com um cão, aparentemente saudável e feliz, amarrado num poste de luz, na orla de uma grande cidade, só se configuraria como uma brincadeira; e cá para nós: fazer parte dela é ridículo! 
Porque parece que se está falando de direitos (ou se quer falar); mas de quem é esse direito? Ou será que quer se tratar de valores? Mas, quais? E para que, ou quem?
Dia a dia trafegamos nas ruas, sobretudo (das grandes e das pequenas cidades) e encontramos, tropeçamos em pessoas em situação de miséria, jogadas ao chão sem dignidade nenhuma, numa condição inferior a situação daquele cão mostrado na referida reportagem. E o que fazemos? Absolutamente nada, pois já inculcamos que é normal: milhares de pessoas precisam penar, viver em situação subumana, sem valores, dignidade ou direitos vividos, nem mesmo reconhecidos. Muitas vezes, trata-se de “famílias” inteiras, nas quais os bebês servem de isca para se pedir de esmolas. São “pessoas” que agonizam pela sobrevivência e são tratadas como ratos, imundície, escória da sociedade, de uma sociedade de extremos avessos. Junto com esses “humanos”, animais sem raciocínio dividem o ambiente e competem por comida, por espaço para passar a noite; são gatos e cães, pombos e ratos, vermes e germes etc. Todos numa condição precária, de subnutrição, de ausência de direitos e dignidade de vida comum, na perversa cadeia alimentar das cidades. Mas nós não olhamos para nenhum deles: pouco nos importa se é um homem, uma mulher, uma criança (famintos, sujos, deseducados); se é um (ou um grupo) de cães sarnentos, magros, sujos; se são gatos feios, de pelos sujos, olhos remelentos; se são pombos hospedeiros de doenças, como os ratos... Nada fazemos, não importa se estamos na cidade, ou no campo, nos pequenos povoados. Porque mesmo nesses locais de menor população, agonizam vidas de homens e mulheres, animais (como éguas, burros e outros) carregam cargas como se fossem imortais e plenamente robustos, como se merecessem apenas servir... 
Então por que uma meia dúzia de pessoas se importou com aquele cão, mostrado na reportagem, que sofria uma espécie de bullying[1] animalesco metropolitano? Pois nada ele sofria, aliás, nada ele sofreu, sua expressão canina de animal, a todo o momento, era de sinceridade, de certeza que não sofria maus tratos; os humanos, por sua vez, se equivocaram bastante: precisava-se ter visto que o problema estava no ator, que interpretava a cena!
Mas, este texto se abre com um termo (dentre outros) sempre em voga: valores. Talvez eu queira dizer com isso que estamos cotidianamente e constantemente atribuindo valor ao que não merece, ou ao que não o requer; e rebaixando (em nossos pensamentos e atitudes) aquilo que mais precisa ser valorizado: o ser humano!
E para fechar, o óbvio: eu mesmo estou escrevendo este texto, mas nada faço para ajudar a um mendigo, ou para tirar a cangalha do lombo de um quadrúpede! Sem essa de estou fazendo a minha parte; enquanto o Estado cruza seus braços, cheios de braceletes reluzentes!

JaloNunes.

[1] Exatamente o bullying; o que não existe, de fato! É apenas uma construção mental; uma inculcação social.