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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

# Vem pra Rua?

D
iz o dicionário da língua portuguesa que patriota é “quem ama a pátria, manifestando esse amor por meio de serviços”; diz noutro verbete que democracia é uma espécie de “governo exercido pelo povo”[1], sendo o voto popular o legítimo instrumento para a sua constituição. Sem hipocrisia, sem o "rabo preso", o que estamos fazendo em prol do nosso país? Que serviço nós prestamos ao nosso país, além de pagarmos todos os impostos imagináveis? Não é fácil responder, mas acredito que precisamos nos envolver mais, participar mais, cobrar... mas também compartilhar o que temos de melhor, que é a nossa força, enquanto sociedade...
É comum ouvir a maioria das pessoas dizer que é patriota e que, neste caso usufrui de um sentimento que é concebido exterior a nós, mas que se torna endógeno, dependendo de determinados acontecimentos que possam contagiar a cada indivíduo, fazendo-o sentir-se sociedade.
No mundo, a democracia ainda é um privilégio em pleno século XXI. Nações que podem desfrutar de um regime de governo democrático deviam comemorar todos os dias, uma vez que muitas nações ainda sofrem com a intolerância social, a extremismo religioso etc., enfim, a ausência de democracia, sendo esta para os povos excluídos, apenas uma utopia!
Porém, quando a "democracia" se corporifica apenas na existência de elementos medíocres como uma campanha eleitoral, o resultado de uma eleição, o valor monetário de um voto e não o seu valor real; quando os partidos políticos tentam parecer mais importantes do que a nação, a coisa desandou... Quando um partido político se opõe ou apoia determinadas ações de outros grupos políticos, de outras instituições ou de algo que é exterior ao povo e diz que está defendendo os direitos da população (sem que tenha consultado a mesma), desconfie, desconsidere e não se deixe enganar por palavras ensaiadas em comitês, gabinetes, estúdios...!
É bom saber que o brasileiro pensa e age em prol do país, pensando inicialmente, no seu bem estar social e humano. Mas, quando as pessoas vão à rua, inflamadas por um “modismo acrítico” e quando por trás delas influencia de forma nefasta e corruptível a presença dos partidos políticos ou de qualquer outra instituição de interesse próprio, então minhas amigas e meus amigos, precisaremos urgentemente repensar a democracia e voltar a agir de forma mais independente, tendo olhos e ouvidos abertos simplesmente para o bem comum.
JaloNunes.
Imagem retirada de: faceuclides.com.br
Retiramos a imagem do seguinte site: brasilcorrupto.wordpress.com

[1] XIMENES, Sérgio. Dicionário da Língua Portuguesa. 3. ed. rev. e ampl. São Paulo: Ediouro, 2001.

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