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quinta-feira, 10 de março de 2016

Reflexões sobre a Política Brasileira



A
cho que quando alguém chega até nós e diz que temos que nos mobilizar; temos que mobilizar nossa família, conscientizar nossos amigos e nossas amigas de trabalho, ou preferencialmente sair as ruas e protestar, desconfie, provavelmente há algo errado! Isso porque nós, a sociedade, a população, o senso comum, como se diz, nunca teve (nem terá) força para mudar os rumos de um país, seja por causa da insatisfação com a política, com a economia, com a degradação do meio ambiente etc., no máximo tais grupos estarão servindo de escudo para algum “coordenador” esperto e/ou sendo manipulado por grupos distintos, que se sentem donos do saber!
Desconfie se algum global, detentor de espaços na mídia chegar até você para afirmar que deverás ser pró ou contra alguma ordem estabelecida; desconfie também se alguém, que represente uma possível oposição, lhe pedir para ir de encontro a determinado poder, quando – na verdade -  é este seu conselheiro quem está interessado em destronar figurante A ou figurante B...
É muito fácil, no caso do nosso país, dizer que há uma corrupção generalizada e que ela é fruto dos desmandos de um Partido Político e que as pessoas e/ou grupos, entidades que se colocam a favor do Partido Político em questão, eleito democraticamente pela voracidade do voto, estão cegas e que não há nada que os faça perceber “a verdade”... Que aquilo, no qual elas acreditam é uma “verdade absoluta”, enfim, que o mal está posto, mas os cegos, os burros, não conseguem perceber... É como se dissessem que os eleitores do PT são um bando de analfabetos e alienados, sem perceberem que na política, assim como na vida, há posições distintas, há lados opostos como numa moeda; e se fosse o inverso (uma quimera, eu sei): que os governos do PT tivessem sido os melhores da história? Quem teria a coragem de dizer que votou no PSDB, ou no PSB, ou no PV, entre outros (no último pleito) e que teria cometido um erro, já que o projeto político ideal e real era aquele, o qual ele foi contra?
Será que esta alienação, de fato, está a afetar apenas aos que se colocam “a favor” do Governo? Será que também não enxergam que certa alienação afeta também a mente e o corpo daqueles que se colocam contra o governo? Há, nos dois polos (situação e oposição) certa alienação e uma ideologia inculcada que lhes impede de enxergar “a verdade”... Mas que “verdade” é essa? A minha verdade política, a minha verdade ideológica, a minha verdade religiosa, a minha verdade social, a minha verdade humana, a minha verdade individual e coletiva são extremamente distintas da sua verdade!
Ora, a população nunca foi capaz, em nosso país, de mudar os rumos de nada, especialmente no que se refere à política; o que houve (e ainda há) é a ação de grupos/pessoas ligadas à política, à economia, ao mercado, à burguesia, que coagem e convencem pessoas a irem às ruas e defenderem os seus interesses (os interesses dos “testas de ferro”)...  É a ideologia dominante que acaba entrando em ação, sustentada por um poderosíssimo aparato dos meios de comunicação em massa, nas suas diversas facetas e interesses! E não se enganem: a ideologia dominante pode - muitas vezes - estar disfarçada exatamente num projeto de oposição, o qual não foi capaz de vencer o pleito precedente!
Portanto, meu amigo, minha amiga, quando alguém chegar até você (seja por qualquer meio) lhe convidando a deixar de curtir o seu domingo com a sua família, para ir às ruas “protestar”, seja pró, seja contra, responda apenas que você trabalhará no dia seguinte e que ser honesto e cumpridor do seu ofício já corresponderá a uma grande contribuição para com o seu país; mas se insistirem, responda com uma pergunta: se eu me encontrar num situação de vulnerabilidade, de crise, falta de emprego, ausência de saúde etc. será que você irá às ruas protestar em meu nome?
JaloNunes.

Imagem copiada de: www.robsonpiresxerife.com

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