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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Triste retrospecto da seleção olímpica masculina de futebol - Rio 2016

A
 seleção brasileira olímpica não é a pior coisa do mundo, jamais foi a pior seleção de futebol vista na Olimpíada Rio 2016, nem mesmo no seu Grupo. Prova disso, é que seleções como o Iraque (que conseguiu um empate contra o Brasil), bem como a África do Sul, não se classificaram pelo Grupo A. Pelo Grupo B não se classificaram as seleções olímpicas do Japão e da Suécia. No Grupo C, tropeçaram o México (atual campeão olímpico) e a seleção do Fiji e no Grupo D, ficaram pelo caminho da primeira fase, a tradicionalíssima Argentina e a Argélia.
De outro lado, temos os seguintes confrontos na fase de mata-mata: Portugal (7 pontos) versus Alemanha (5 pontos conquistados); Nigéria (6 pontos obtidos) versus Dinamarca (que mesmo perdendo o último jogo para o Brasil, conquistou 4 pontos); Coréia do Sul (7 pontos) contra Honduras (4 pontos, tendo eliminado a Argentina) e por fim, Brasil (5 pontos conquistados) versus Colômbia (que também obteve 5 pontos).
O que está errado na seleção olímpica de futebol masculino é a relação entre conceito e realidade (isto é, o fictício e o palpável), daquilo que venha a ser uma seleção... Subtende-se que, desde os dirigentes, passando pela comissão técnica e depois os jogadores, deve haver apenas o que a de melhor, reflexo de uma peneira, de uma seleção criteriosa, técnica e isenta de emoções (não sentimental). No caso dos jogadores, especificamente, em cada setor do campo, da escalação, deve ser composto pelos melhores...
O que nos perturba e nos chama a atenção é que a seleção brasileira é uma farsa, respaldada principalmente pela mídia; os jogadores também têm um discurso promissor e positivo, de que conquistarão uma medalha de ouro na Rio 2016, mas na prática jogam como amadores, irresponsáveis e fracos em competitividade... É essa farsa que faz da seleção uma verdadeira decepção, um vexame, uma vergonha esportiva e histórica!
Especificamente sobre o último jogo da primeira fase, Brasil versus Dinamarca (o único vencido pela seleção olímpica brasileira na primeira fase), quando ainda estava 2 X 0 para o Brasil, parte da torcida se empolgou, saiu do plano terreno e alcançou o mundo surreal, gritando: - o campeão voltou, o campeão voltou..! - O campeão de quê?
Nós não precisamos de uma seleção olímpica que “só joga bem quando quer”; ou só joga bem quando lhe pedem, “por favor...” quando alguém precisa lhes mostrar o significado de honrar uma camisa! Não precisamos de uma seleção que abre sorrisos de orelha a orelha quando está a ganhar e esconde a cabeça no chão, como o avestruz, quando é derrotada! Precisamos de uma seleção pé no chão, convicta de suas limitações e assim saiba lidar com as derrotas; precisamos de uma seleção aguerrida independente de qual seja o resultado do jogo... Uma seleção que faça valer a pena nos sentar num sofá para assisti-la, seja qual for o resultado, desde que se apresentem honradamente, sem frescuras, típicas das estrelas frias e de brilho refletido.
JaloNunes.
Imagem copiada de: veja.abril.com.br

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