Pesquise Aqui

sábado, 29 de outubro de 2016

Por que só a Vaquejada; por que só o Nordeste?

O
 ser humano é diferente dos animais, dentre outros aspectos, porque é capaz de transformar a natureza a seu favor. Nesse aspecto (natural) encontram-se os animais; desde os primórdios da civilização, os animais servem aos homens, nas suas diferentes atribuições, salvaguardando as questões religiosas e culturais.
Maltratar significa “ofender, com palavras ou atos” (...); “fazer sofrer com aspereza e grosseria”.
É inadmissível, é ilógico, é acultura querer acabar com a Vaquejada, alegando-se que os bois são maltratados.  Primeiro porque ninguém vai trazer para uma vaquejada um garrote ou uma vaca velha que estejam morrendo de fome ou sede por conta da seca no sertão do Nordeste, isto seria uma tremenda malvadeza. Segundo porque o gado que é levado para uma vaquejada é gado bom, forte, gado de corte, muitos deles com total potencialidade para ser abatido e vendido num açougue, logo ir parar na mesa de dezenas de brasileiros.
Dizer que não é um esporte.... Claro que é! O futebol, como exemplo, é um esporte nacional! E o que são os jogadores? São mercadorias que valem certa quantia em dinheiro e quando não produzem mais são descartados, substituídos; tanto é que há um mercado mundial e nacional para a compra, venda e troca dessas mercadorias. Assim também são os bois: alguns sequer nascem porque abatem suas mães quando ainda estão em gestação; outros ao nascerem são separados das vacas por diferentes motivos; uns se tornarão reprodutores; outros serão engordados visando apenas ao abate; outros serão direcionados para rodeios, vaquejadas, cavalgadas, etc.; outros terão a má sorte de nascer no sertão e mal se desenvolverão, tornando-se apenas ossadas sobre a superfície do solo árido e quente...
Se tivesse que acabar com a vaquejada por conta de que os bois são maltratados, seria útil também:
Soltar todos os passarinhos que estão presos em gaiolas por esse Brasil a fora;
Recolher todos os cães das ruas, que sofrem as intempéries do clima, a falta de comida e água, a falta de um(a) dono(a) que cuide dele;
Assim como os gatos, que perambulam ruas e vielas;
Teria que estancar de vez a sangria do gado de corte, sim, porque há maior maltrato do que matar os animais para consumir sua carne?
Acabar com diversas práticas agrícolas que queimam o solo e com isso, matam diversas espécies de animais e plantas das mais diversificadas formas e características;
A queima da cana-de-açúcar, por exemplo, teria que ser suspensa, pois com isso se pouparia a vida de diversos ecossistemas;
A construção de represas e hidrelétricas, nunca mais, haja vista os danos ambientes que causa;
Etc.
Etc. (...)
O que temos visto, infelizmente, é uma tremenda inversão de valores: reservas são criadas para proteger uma determinada espécie de animal ou planta, ao passo que o Estado, as Leis, etc. são negligentes e permitem o êxodo rural, por exemplo, ou financiam a violência que mata milhões de brasileiros todos os anos.
Os brasileiros e o Supremo Tribunal Federal – STF precisam dar ao animal o que é do animal (servir de instrumento para os humanos), porque é isso o que eles fazem, não importa se é um cavalo que você monta ou um cão com o qual você brinca e, quando se satisfaz, volta a prender numa linda casinha para cachorro. O que precisa aflorar de verdade é a sensibilidade e a capacidade fraterna dos humanos, pois só assim, não haverá ofensa (de nenhuma forma) com animais ou entre humanos.
O que precisamos, portanto (e o STF, também) é se preocupar com as minorias étnicas, os pobres, os desempregados, os mendigos, etc. pessoas sim (humanos) que vivem a margem de uma sociedade capitalista e desigual e que carecem ser olhados como gente, não como animais!
Enquanto um ser humano for olhado (por outro) com indiferença, não faz sentido criar (e/ou cumprir) leis que supostamente protejam animais!

JaloNunes.
Imagem copiada de: Pacote Turismo
Copiada de: blogs.diariodonordeste.com.br
Copiada de: YouTube

Sem comentários:

Enviar um comentário